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domingo, 10 de julho de 2011

Fable II


Fable 2 é um jogo que mistura diversos elementos de RPG — como a possibilidade de evoluir em diversos atributos — com muita ação. O game é a seqüência do título que ficou famoso por dar ao jogador a liberdade de praticar o bem ou o mau e apresentar as devidas conseqüências para cada ato. A aparência do jogador é influenciada pelo tempo e por sua conduta no game.

Entre as novidades que a seqüência traz em relação ao seu antecessor está a possibilidade de escolher o sexo do protagonista. Além disso, é possível se casar e ter filhos, que seguirão o seu exemplo, tornando-se bons ou maus em função das suas atitudes.

Todo o universo de Fable 2 pode ser influenciado pelo jogador. Como o game narra a história da vida do protagonista, o jogador se depara com conseqüências de suas atitudes a longo prazo também. Por exemplo, ao salvar um pequeno vilarejo de uma invasão, é possível vê-lo tornar-se em uma próspera cidade anos mais tarde.

Uma das maiores adições do título é o cão de estimação do herói. Além de auxiliar o jogador em batalhas e na exploração do cenário, o animal tem um apelo emocional. Suas atitudes são todas altruístas e voltadas ao herói, demonstrando seu amor incondicional que promete conquistar os jogadores.

Essa versão vem com as duas expansões, a Knothole Island e See the Future.
 

Star Ocean: The Last Hope


"Star Ocean: The Last Hope" é o mais novo capítulo de uma das franquias de RPG mais tradicionais da Square-Enix, de muito sucesso no Japão. A força da marca levou a Microsoft a mexer alguns pauzinhos para garantir a exclusividade do game no Xbox 360, como mais um passo para tentar conquistar os jogadores japoneses, que nunca viram muita graça nos consoles da empresa.

Para o bem ou para mal, a aposta parece ter sido bem segura. O game é um típico RPG oriental que faz a alegria dos nipônicos há décadas, sem muitas ousadias, o que pode desanimar aqueles que já se cansaram das fórmulas consagradas. Os fãs, no entanto, encontrarão muitas qualidades e surpresas na ambiciosa narrativa.
 

Culdcept SAGA


Um dos jogos de tabuleiro que cativaram dezenas de gerações foi Banco Imobiliário, onde cada jogador devia batalhar para atingir alta rentabilidade econômica, levando os adversários à falência. Culdcept Saga aproveita essa proposta, mesclando-a a uma imitação do jogo de cartas Magic.

O resultado é um jogo de tabuleiro virtual no qual você deve construir um deck de cartas mágicas. Ao invés de comprar uma das casas do tabuleiro, como no Banco Imobiliário tradicional, o jogador pode invocar o poder de uma dessas cartas, materializando um montro na casa em que se encontra.


Os gráficos usam o conceito de anime, apesar de serem tridimensionais, e a história — que é quase descartável, devido ao gênero do game — envolve um garoto que tem poderes mágicos sobre as tais cartas e deve ajudar o reino em que vive a se libertar.
 

Resonance of Fate


Resonance of Fate (End of Destiny, no Japão), primeiro título da Tri-Ace lançado fora dos auspícios da Square-Enix (a responsável agora é a SEGA), embora não pareça ter nenhuma pretensão de se desligar do estilo clássico dos RPGs nipônicos, parece particularmente inclinado a desembarcar alguns elementos capazes de dar novos ares aos heróis sem narizes.

Para quem não conhece, a Tri-Ace foi responsável também pelo famigerado Star Ocean, além de vários outros, como o menos memorável Infinite Undiscovery. A idéia da softhouse aqui parece estar ligada a uma história tão improvável quanto absurda, original e cativante, e que deve ser contada através de gráficos altamente estilizados, com uma ênfase particular em um sistema “realístico” de batalhas com armas de fogo. Tudo isso abençoado ainda por batalhas a La Hollywood.

O mundo mudou. Abrupta e drasticamente, a Terra acabou imersa em uma bola contendo toda sorte de gás nocivo ao ser Humano. É claro, muitos morreram, mas, um belo dia, elevou-se aos céus um gigantescos purificador de ar conhecido como Bazel. À sua volta, desenvolveu-se uma população que é nitidamente separada entre castas mais e menos favorecidas. No controle de um grupo paramilitar, você assumirá várias missões relacionadas à história principal e também paralelas.

Embora trata vários elementos clássicos, o sistema de batalhas em Resonance of Fate não focado em espadas gigantescas e magias devastadoras. Aqui as disputas são resolvidas através de duas coisas: tiros e acrobacias hollywoodianas. Quer dizer, quanto mais poderoso for o seu personagem, mais poderosas também serão as suas armas, e mais ostensivas se tornarão as suas acrobacias — em um estilo fortemente inspirado em filmes como Matrix e Equilibrium.
 

Sacred 2: Fallen Angel


Sacred 2: Fallen Angel é a seqüência do conhecido (sobretudo na Alemanha) Sacred, da modesta produtora Ascaron Entertainment. Agora, ao invés dos gráficos 2.5D do primogênito da série (que continha ambientes 2D com criaturas 3D), o jogo contém ambientes totalmente 3D com texturas bem detalhadas.

Mantendo muitas das características de seu antecessor (que lhe garantiram o não muito honroso título de “Diablo cover”), Fallen Angel ainda adiciona algumas dimensões, tais como a possibilidade de se escolher um caminho “bom” ou um “mau”, algo que determinará como os habitantes do vasto continente de Ancaria irão interagir com o personagem.

A mecânica de jogo focada em batalhas se mantém em Fallen Angel. Utilizando toda sorte de armas, magias ofensivas e até as mãos nuas, o jogador será conduzido a mais de 400 missões do tipo matar monstros, salvar pessoas e colecionar ouro, que também podem ser realizadas cooperativamente no modo multiplayer (para até 16 pessoas na versão para PC e 4 no jogo para Xbox 360).

Quem gostou do primeiro jogo e esperava algo com mais refinamento gráfico ou, ainda, boas possibilidades online (sem tirar o foco das batalhas), vai querer dar uma conferida em Sacred 2: Fallen Angel.